Mulher
Ainda não sei o que ela viu em mim,
mas a minha cabeça, na época:” – Quem me dera…”
E deu!
“Cachorro acostumado a roer osso, não sabe o que fazer com um quilo de carne.”
– Cidadã, idônea e idosa, aqui da vizinhança.
Ainda não sei o que ela viu em mim,
mas a minha cabeça, na época:” – Quem me dera…”
E deu!
“Cachorro acostumado a roer osso, não sabe o que fazer com um quilo de carne.”
– Cidadã, idônea e idosa, aqui da vizinhança.
A confiança é uma mulher ingrata, que te beija, te abraça, te rouba e te mata…
Sai o som, tomando atenção de assalto,
pra fora do Opalão preto de vidros verdes,
que passou na maciota, de vidro baixo,
só pra dar tempo de apreciar os bancos de couro… Fino!
(…)
Vinde, Víde e Volte, mesmo sem vencer-se!
Desenrola teu novelo, anti-herói.
Mata teu demônio… há vagas!
Decifra-te ou me devore…
(…)
Muitos cheiros misturados nesse ambiente.
Minha mente vagueia por dentro e pra fora.
Inebriante, – me vem à mente – talvez seja a palavra certa
pra essa mistura de café bom com especiarias,
se é que posso chamar assim,
o acompanhamento que se fez presente.
(…)
Eu sei, cometi um erro. Talvez dois… ou mais.
Promessas são promessas e… ou você as cumpre ou paga.
Paguei… mas foi a língua.
Com a língua, talvez fosse mais apropriado(…)
( . . . ) Não me leve a mal, aqui são só negócios
Problemas, armas, dinheiro, drogas e precatórios
Não tenho, infelizmente, solução pra sua dor;
Desculpa! Não estudei o suficiente, pra ser doutor.
Mas posso trocar, feliz, o meu dinheiro sujo,
pelos seus títulos ao portador. ( . . . )
Nossas fotos ainda se alinham na linha do tempo
de uma rede social qualquer, aberta.
Uma postagem sua, uma minha…
numa eu te cito, n’outra tu me marcas.
Algumas horas depois apenas…
( . . . )