Do veneno

E mais uma vez estou aqui… — Tá moscando?
Num quarto escuro e sem janelas, destilando o meu veneno
Nada mais a declarar sobre a situação além da insatisfação
Fatos ocorridos nem sempre são em vão — Né não?

Enquanto as pessoas dão de si o seu melhor
O que eu posso ser, o que pensar, o que fazer
Ainda aqui estático, tentando não mostrar o meu pior
Minha mente insana me distrai do meu verdadeiro querer – Entende?!

Eu sempre passo um pano, eu sempre faço de tudo
Sempre estou ali para o que der e vier, sabe como é
Mas na hora ‘H’ para mim, sempre sobra um furo
Esteja com quem for, seja homem ou mulher…

Minha alma está em crise, meu mundo desmoronando…
E eles? Sempre rindo. — Acho que estão gostando.

Mas, espera lá, alguma coisa já mudou…
Esses dias eu to pouco me fodendo pra sua visão — Jão.
Toda essa rotina quem me diz e não faz… — tsc
E se um dia desses, preciso for,
faço acontecer o meu pior… ou não!
Eu sou capaz, eu me conheço rapaz — HaHAhA

Criado pra comandar por detrás de cortinas;
Nascido para constar ao lado das cenas certas;
Por enquanto, escondo a minha dor atrás dessas rimas
Pois cada brecha que me deixa, mais a tua corda aperta…

Estou em crise, mas estou vivo…
meu próprio fardo à carregar — Diz ela…
O dia em que consigo tudo o que vim buscar, tá pra chegar;
Se há guerra acontecendo, ainda dá para ganhar;
Cabeças… nem que seja só na reza brava… certamente vão rolar.

Não sei bem como sei o que sei, só sei que sei…
…e desconfio de tudo e todos. Tudo para não pirar de vez.
Mantenho minha mente ocupada com todos vocês.
Vou prestando atenção, só escuto em silêncio.
Estou anotando os pontos fracos por extenso.

Do outro lado, não sei se há vida,
mas também não há do lado de cá.
Pode parecer desconexo pra você, mas
torço para que nunca me entenda.

Por dentro, o sujeito da frase, anda cada dia mais vazio,
cada dia mais perdido, quebrado e fodido,
em meio, nada ortodoxo, a esse mundo cretino.

Mas se quer pagar para ver, pode vir, vai ver…
que se eu fecho contigo, PORRA, eu não dou vacilo!

E na hora do “…Vosso Reino”
não tem nada a constar e eu que fico a ver navios…
— Quem caralhos é você pra me chamar de “amigo”?!
Da sua parte, só faz receber, receber e receber…
do sujeito que, sempre entrega parte do próprio ser
pra você nem agradecer? — ME NEGOU MEU PRAZER!

Mas aí, — No papo, vacila não.
mais uma vez sigo fumaçando…
sigo em frente, sempre caminhando…
Quanto ao veneno… — Ah! Vacilão… — segue destilando.

Criticas? Desce o verbo...

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